Postado por Jefferson Carvalho em 12/jun/2026 -
Com o objetivo de ampliar o debate público e mobilizar a sociedade sobre a importância do acesso à água tratada e ao esgotamento sanitário, o movimento nacional Saneamento Salva passa a ser divulgado no estado.
Em entrevista ao Jornal de Rondônia 1ª edição, da Rede Amazônica, a iniciativa, liderada pelo Instituto Aegea — braço social do Grupo Aegea — foi apresentada ao público. A plataforma busca conscientizar a população e engajar instituições sobre como a infraestrutura básica é o principal remédio para prevenir doenças e transformar vidas.
A urgência do debate é respaldada por números desafiadores. De acordo com os dados que baseiam o movimento, a população da Região Norte é a que mais sofre com as lacunas estruturais: apenas 62,8% dos habitantes contam com água tratada, somente 16,6% possuem coleta de esgoto e apenas 22% do esgoto gerado recebe o tratamento adequado. O reflexo direto dessa realidade aparece nos hospitais. Em 2024, o Brasil registrou 344 mil internações por doenças de veiculação hídrica, sobrecarregando o Sistema Único de Saúde (SUS) com enfermidades que poderiam ser evitadas.
Para mudar esse cenário, o movimento apresenta a plataforma digital www.saneamentosalva.com.br. O site centraliza conteúdos educativos, dados detalhados e iniciativas práticas que servem como ferramentas de mobilização social. De acordo com estudos do Instituto Trata Brasil, a universalização do saneamento gera uma resposta rápida na saúde pública: a chegada do serviço é capaz de reduzir em até 69,1% a taxa de internações hospitalares após 36 meses da intervenção na rede.
O presidente do Instituto Aegea, Édison Carlos, destaca que o projeto quer expandir a consciência coletiva.
“O saneamento vai muito além das obras e da entrega de infraestrutura de engenharia. Ele significa a preservação de vidas, a melhoria do rendimento escolar das crianças, a valorização imobiliária e o desenvolvimento econômico das cidades. O ‘Saneamento Salva’ quer mostrar que cada cidadão e cada instituição têm um papel fundamental nessa evolução”, afirma.
Em Rondônia, a atuação das concessionárias da Aegea segue o propósito de ir além dos investimentos técnicos, promovendo ações de educação ambiental, responsabilidade social e saúde preventiva nas comunidades. No estado, o grupo atua em Ariquemes, Buritis, Jaru, Rolim de Moura e Pimenta Bueno, com objetivo de universalizar o saneamento básico até 2033, conforme o Marco Legal do Saneamento.
Postado por Jefferson Carvalho em 12/jun/2026 -
A relação fundamental entre a preservação ambiental, a saúde pública e a atuação jurídica foram o tema central do painel “Meio Ambiente e Sustentabilidade”, realizado no 1º Congresso Estadual do Ministério Público do Estado de Rondônia (MPRO), em Porto Velho nesta quinta-feira (11). O evento, que reúne membros do sistema de justiça, especialistas e a sociedade civil, contou com a palestra de Édison Carlos, presidente do Instituto Aegea — braço social do grupo Aegea, que atua para levar saneamento em municípios rondonienses como Ariquemes, Buritis, Jaru, Pimenta Bueno e Rolim de Moura.
Sob o tema “Cenário do Saneamento Básico no Brasil e suas Regiões – Desafios e Benefícios desta Infraestrutura”, a apresentação trouxe à tona os dados desafiadores da Região Norte, onde apenas 62,8% da população conta com água tratada e somente 16,6% possui coleta de esgoto. O Instituto apresentou o movimento nacional Saneamento Salva e sua plataforma digital (www.saneamentosalva.com.br), pensada como ferramenta de conscientização e mobilização social.
O debate destacou que a ausência de tratamento de esgoto gera um ciclo destrutivo: polui os mananciais e o solo da região amazônica ao mesmo tempo em que superlota os hospitais brasileiros com 344 mil internações por doenças de veiculação hídrica apenas no último ano. Por outro lado, estudos apresentados mostram que a expansão da infraestrutura reduz em até 69,1% as taxas de internação hospitalar em 36 meses, aliviando o Sistema Único de Saúde (SUS).
A mesa de discussões foi moderada pela Promotora de Justiça do MPRO, Naiara Ames de Castro Lazzari, evidenciando o papel do Ministério Público na fiscalização e na garantia do saneamento como um direito social indisponível.
“Trazer essa temática para o primeiro congresso estadual do Ministério Público do Estado de Rondônia já demonstra a importância e a relevância dessa temática e a importância de nos trazermos esse debate para a comunidade, para o Ministério Público e seus membros. O interesse do publico no tema também nos indica que é uma urgência, espero que a partir dessas reflexões e a partir dessas discussões nós possamos avançar e colocar Rondônia em outro cenário, muito mais promissor com relação ao saneamento”, declarou a promotora.
Para o presidente do Instituto Aegea, dialogar com os operadores do Direito é um passo essencial para acelerar a universalização dos serviços básicos na região.
“Trazer o movimento ‘Saneamento Salva’ para dentro do Congresso do Ministério Público fortalece a nossa missão de ir além da engenharia. O saneamento é a base para a dignidade humana e para a sustentabilidade. Quando o esgoto é tratado corretamente, nós levamos mais qualidade de vida, mais saúde e protegemos o meio ambiente. Essa é uma agenda que precisa do engajamento de todas as instituições jurídicas e sociais”, destacou Édison Carlos.
Durante o encontro Édison reforçou o compromisso de trabalhar em sinergia com o controle social e os órgãos de fiscalização, garantindo que o avanço da infraestrutura gere prosperidade compartilhada, preservação ambiental e mais qualidade de vida para a população do estado.
