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O Ranking do Saneamento 2026, divulgado nesta quarta-feira (18), pelo Instituto Trata Brasil, acendeu um alerta sobre o déficit de acesso aos serviços essenciais de água e esgoto tratados. Enquanto Porto Velho permanece estagnada, ocupado o 99º lugar entre as 100 maiores cidades brasileiras, o interior do estado consolida um modelo de sucesso. Atualmente, menos de um terço da população da capital (30,74%) tem acesso à água tratada. No esgoto, a situação é ainda mais crítica: apenas 8,79% dos moradores possuem rede de coleta.
Em contrapartida, o interior dá sinais que avança para o cumprimento das metas do Marco Legal do Saneamento. Atualmente, cidades como Ariquemes, Rolim de Moura, Buritis e Pimenta Bueno já tem o sistema considerado universalizado, ou seja, atendem toda a área urbana com água tratada. Em Jaru, os números passam dos 90% de atendimento. As cidades contam com concessionárias Aegea à frente dos serviços.
Quando o tema é o avanço na rede de esgoto, Ariquemes já ultrapassou os 30% de cobertura de esgoto, com meta de 90% até 2033. Rolim de Moura deve encerrar 2026 com 40% da cidade com a rede de coleta e tratamento. Para alcançar números significativos, somente em Ariquemes, os aportes já somam R$ 151 milhões. Em Rolim de Moura, foram R$ 66 milhões desde 2017, com previsão de mais R$ 18 milhões apenas para este ano.

O prefeito de Rolim de Moura Aldo Júlio (União Brasil) reforçou, ontem, pelas redes sociais, o exemplo do município. “A cidade toda sendo saneada, Rolim de Moura é a cidade que mais cresce em saneamento básico na região Norte do Brasil”, declarou o prefeito via Instagram. Ele acompanhava as obras no bairro Beira Rio, que está recebendo a infraestrutura de esgotamento sanitário. “Essa é a obra de maior importância para saúde pública e para população do municipal de Rolim de Moura, saneamento básico é a obra mais importante para a vida dos moradores e Rolim de Moura avança”, enfatizou.
A principal razão para a disparidade está no volume de recursos aplicados. Segundo o Trata Brasil, o investimento médio em Porto Velho é de apenas R$ 61,19 por habitante — um valor 72,8% abaixo do patamar de R$ 225,00, considerado o mínimo necessário para que a capital consiga atingir a universalização até 2033.
“Há cidades que estão cumprindo seu papel, alcançando elevados níveis de atendimento e eficiência, o que reforça que a universalização é viável quando há planejamento, investimentos contínuos e boa gestão”, declarou Luana Siewert Pretto, Presidente Executiva do Instituto Trata Brasil.
Sobre o Instituto Trata Brasil
O Instituto Trata Brasil (ITB) é uma OSCIP (Organização da Sociedade Civil de Interesse Público) que surgiu em 2007 com foco nos avanços do saneamento básico e na proteção dos recursos hídricos do país. Tornou-se uma fonte de informação ao cidadão para que reivindique a universalização deste serviço mais básico e essencial para qualquer nação. O ITB produz estudos, pesquisas e projetos sociais visando conscientizar o cidadão comum do problema e, ao mesmo tempo, pressionar pela solução nos três níveis de governo. A proposta é que todos conheçam a realidade do acesso à água tratada, coleta e tratamento dos esgotos e busquem avanços mais rápidos.
